Apresentações Finais

ABSURDOS

Absurdo(s) por toda a parte.

Porque o absurdo impera sobre todas as coisas. Porque é absurdo vivermos conscientes dessa “grande falha” que é a Morte e nada podermos fazer. Este é um jogo que sabemos viciado à partida.

E então se a vida é absurda, tudo o que dela provém não é absurdo também?! Façamos a análise do mundo real, daquilo que nos rodeia. Analisemos por exemplo o Amor, essa força absurda e inexplicável que nos impele em direcção às maiores loucuras. Boas, más, assim assim…. Analisemos a Guerra; bicho aleatório que pé ante pé mata infinitamente desde tempos imemoriais.

A ideia de Poder não será ela em si mesma absurda?!

Temos o absurdo da Banalidade, da Repetição, temos a Massificação, temos a Televisão e as Redes Sociais que nos permitem esse distanciamento confortável ao mesmo tempo que nos afagam o Ego e nos fazem sentir maiores. Sejamos solidários com a sua dor enquanto filmamos o homem que jaz agonizante na berma de uma estrada sem que ninguém mova uma palha para o ajudar. Façamos um “LIKE” numa página de donativos para as crianças que morrem à fome em África a mais de 2000km de distância, dar um “LIKE” não custa nada. Sejamos realistas. Somos absurdos. Enfrentemos o touro pelos cornos. Só o riso talvez nos consiga ajudar a suportar o aleatório de estar parado à espera do autocarro e ser atropelado por um camião. Ou o de ter uma filha com um ano diagnosticada com um cancro Terminal.

O Absurdo; - ou melhor: os Absurdos estão por toda a parte. Impregnados em nós como o cheiro do alho que teima em não sair das pontas dos dedos.

adaptação livre de excertos das obras "Busca Intermitente" de Eugéne Ionesco e "Falta" de Sarah Kane

Direcção
: Jaime C. Soares   

Alunos/Intérpretes: Carolina Fernandes, Catarina Pinto, Franclim da Silva, Inês Viegas, Isabel Sousa e Rita Roldão

Ilustração Original Cartaz: Rita Roldão

Fotografia: Sónia Granja Barbosa


13 e 14 de Julho
22h00

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