Espectáculos

Ela, Bela ou a Imaculada Concepção

M/18


Em palco dois actores vão-nos revelando/relatando/descrevendo progressivamente, situações de uma vida banal e da intimidade de alguém que nunca chegamos a conhecer a não ser através das suas palavras.

Uma vida privada e uma intimidade que são tornadas públicas através das personagens que, recorrendo a uma poética recheada de jogos de palavras, ajudam a agudizar ainda mais a repulsa de todos os que ouvem e sobre aqueles que veem e que por nada fazerem se tornam coniventes com o horror. 

Ao longo do tempo e do discurso (que não se presta a juízos de valor ou a pré-concepções), temos oportunidade de reconhecer um lado mais sombrio da intimidade. A banalidade entre paredes da casa do lado, dos vizinhos de cima, de amigos, de conhecidos, de familiares próximos ou de primos afastados, de notícias de jornal... Uma banalidade que cremos insípida e entediante, uma banalidade simplista, que na realidade não o é. 

As personagens passam o tempo num diálogo desmedido e irreversível, numa implícita crítica à modernidade impavidamente observadora mas eminentemente inerte e alheada da realidade concreta.

As personagens passam o tempo num diálogo desmedido e irreversível, numa implícita crítica à modernidade impavidamente observadora mas eminentemente inerte e alheada da realidade concreta.

 

Texto Original e Encenação: Jaime C. Soares

Intérpretes: Ricardo Ribeiro e Rita Grangeia

Cenografia: (GO) - Garbage Only pt

Design Gráfico: Maria Portela

Registo Fotográfico e Vídeo: Ana Azevedo

Produção Executiva: Sónia Granja Barbosa

Assistência de Produção: Kárina Mendes

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